quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Ano 2010 - Ano de mudança

Aproxima-se um ano que deverá ser marcante. Pelo menos é o que se deseja porque é absolutamente indispensável.
Várias são as respostas que devem ser dadas a problemas urgentes.
Na justiça: deve ser aberto um debate alargado que promova o aparecimento de soluções para reestabelecer a confiança dos portugueses na justiça.
No ensino: Deve ser explicado aos portugueses que mais do que os professores o que está em causa é uma estratégia de desestabilização da democracia provocada por interesses instalados nas estruturas sindicais dos professores. Os portugueses não podem apoiar estas estratégias e devem mesmo penalizar fortemente tudo o que não for na estrita defesa dos alunos, a única razão de ser do sistema de ensino. Os nossos impostos não servem os caprichos de professores mas para ensinar alunos. É necessário não esquecer o objectivo das instituições.
Na economia: o estado não chega para tudo e é uma ilusão manter a ideia que deve ajudar. O Governo deve trabalhar no estabelecimento de seguros que criem uma protecção dentro do sistema económico e deixar de gastar dinheiro a tentar salvar tudo e todos. Por cada dez empresas que são ajudadas quantas são as que têm realmente razão de existir? Ninguém sabe. Penso que é altura de deixar de gastar dinheiro e para isso o Estado tem que sentir um grande pudor em criar sistemas de incentivos que gastem dinheiro sem um retorno social claro. O Estado tem que pensar em viver com menos dinheiro e aplicar o que tem no que é realmente determinante.
Os cidadãos devem começar a pensar na melhor forma de ajudar e não da melhor forma de sacar dinheiro ao Estado. Isso foi chão que já deu uva.
É necessário fazer o que é essencial e deixar o acessório.
Se não formos nós a por as contas na ordem alguém acaba por fazer isso por nós de forma mais desagradável.
Espero que este seja um ano de grande contenção e de criação de um clima de trabalho e sacrifício para passar esta fase menos boa.
Estou convencido que temos capacidade de voltar a crescer economicamente mas é preciso deixar de gastar. Quem sentir muita vontade que dê o seu dinheiro e deixe lá o dinheiro do estado sossegado.
É que também era agradável não ter de aumentar a carga fiscal outra vez que é o que acabará por acontecer se não mudar-mos de vida.

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