Parece que teremos o que quiser-mos. Se fizer-mos o que se deve fazer claro que teremos futuro. Mas parece que será negro se continuar-mos à espera que os problemas se resolvam sozinhos.
O grau de conflitualidade está perigosamente elevado. O discurso deixou de ser sobre o Estado e passou a concentrar-se em coisas que, pelo menos a mim não dizem respeito.
Vejamos o quadro:
O OE (Orçamento de Estado) totaliza 153.505.598.484 euros.Destes 95.706.271.001 euros estão na rubrica "Gestão da Dívida e da Tesouraria Pública".
Ou seja, quando falamos de OE estamos essencialmente a falar de 55 mil milhões de euros que é o que não resulta automaticamente da dívida. Destes, 10.863.538.045 euros são salários e 27.476.985.294 euros são transferências correntes.
A primeira conclusão é que se reduzir-mos a dívida ganhamos espaço orçamental.
Mas o que se tem feito é, de vez em quando vendemos umas coisas (GALP, Banca,...) e surge o tal espaço orçamental.
Mas como se continua a fazer orçamentos deficitários a divida cresce e em 10 anos temos de novo o nó na garganta.
O que desta vez há que fazer parece simples. Tornar a solução irrepetível.
Preparar novo plano com regularização da dívida com vendas de património (e lá se vai a Caixa Geral de Depósitos)e, antes de o aprovar, negociar uma norma constitucional que proíba os Governos de gerar défices orçamentais, sob pena de perda automática de mandato.
Assim a discussão que se evita sempre sobre as funções do Estado e o que deve ser reduzido ou melhorado será obrigatória.
Mobilizar o país para uma solução concreta parece-me mais fácil do que dizer que estamos muito bem, mas os salários é que não podem ser aumentados aos que auferem salários normais, enquanto prémios milionários continuam a ser pagos.
A verdade é que uma sociedade mais justa é sem sombra de dúvida melhor.
Trabalhar para o futuro é acreditar que somos capazes de mudar.
Será que esta geração que está no poder é capaz?
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
Imigrantes
É natural que os países tenham políticas para atrair capital financeiro e humano.
Para o financeiro procuram-se bons investidores, principalmente aqueles que fortalecem o nosso perfil exportador.
No que respeita ao capital humano procuramos indivíduos com altas qualificações, capazes de trazer mais valia intelectual.
Alguma confusão neste último objectivo tem vindo a tornar habitual artigos de opinião a defender a legalização de emigrantes que não obedecem às condições estipuladas para o efeito. Ou pior, a comparar imigrantes ilegais com problemas de justiça com os repatriados dos EUA para os Açores, mas que entretanto não nasceram cá nem têm cá qualquer familia e muitas vezes nem falam português.
As comparações ficam sempre com quem as faz e mostra o rigor com que estes assuntos são tratados.
Quanto ao que devia acontecer é muito simples. Cumpra-se com a lei e repatriem-se os ilegais sem condições de legalização e, mais rápido ainda os que mostram problemas com a justiça. É que antes dos direitos vêm os deveres e quem não compreende isso não vai compreender nunca.
Quanto àos imigrantes com um perfil muito baixo de habilitações é de todo evitavel nos Açores. Temos, ao que parece, um terço das familias açorianas com apoios ao nível do rendimento de inserção que constituem mão de obra disponível para o mundo do trabalho, a forma mais dignificante de viver em sociedade.
O que há que fazer é aproximá-los do trabalho e mostrar-lhes como uma vida de trabalho pode ser compensadora.
Para o financeiro procuram-se bons investidores, principalmente aqueles que fortalecem o nosso perfil exportador.
No que respeita ao capital humano procuramos indivíduos com altas qualificações, capazes de trazer mais valia intelectual.
Alguma confusão neste último objectivo tem vindo a tornar habitual artigos de opinião a defender a legalização de emigrantes que não obedecem às condições estipuladas para o efeito. Ou pior, a comparar imigrantes ilegais com problemas de justiça com os repatriados dos EUA para os Açores, mas que entretanto não nasceram cá nem têm cá qualquer familia e muitas vezes nem falam português.
As comparações ficam sempre com quem as faz e mostra o rigor com que estes assuntos são tratados.
Quanto ao que devia acontecer é muito simples. Cumpra-se com a lei e repatriem-se os ilegais sem condições de legalização e, mais rápido ainda os que mostram problemas com a justiça. É que antes dos direitos vêm os deveres e quem não compreende isso não vai compreender nunca.
Quanto àos imigrantes com um perfil muito baixo de habilitações é de todo evitavel nos Açores. Temos, ao que parece, um terço das familias açorianas com apoios ao nível do rendimento de inserção que constituem mão de obra disponível para o mundo do trabalho, a forma mais dignificante de viver em sociedade.
O que há que fazer é aproximá-los do trabalho e mostrar-lhes como uma vida de trabalho pode ser compensadora.
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
República Portuguesa
Antes de mais gostava de afirmar que nunca pensei em ser defensor da monarquia.
Vamos comemorar o primeiro centenário da República Portuguesa. Não queria estar na pele dos políticos que têm que fazer discursos sobre o assunto.
A verdade é que não há muito para comemorar.
A República Portuguesa foi proclamada a 5 de Outubro de 1910. Daí até 1926 decorre o período a que se chama normalmente a 1ª República. Foi um período tumultuoso da vida portuguesa, com a primeira guerra pelo meio, em que a marca foi o empobrecimento e a insegurança. Período, portanto triste.
A seguir o exército tomou o poder em 1926 e em 1928 Salazar foi nomeado Ministro das Finanças. Logo em 1932 foi nomeado Presidente do Conselho de Ministros. Até 25 de Abril de 1974 segue-se um período de forte limitação da liberdade e de ruralização da mentalidade portuguesa. Será que é este período que querem comemorar?
Depois vem com o 25 de Abril o período revolucionário em curso com a descolonização e uma forte perturbação da vida dos portugueses. É um período em que tudo é posto em causa. Também não é altura que se possa comemorar.
Em 1977 temos o primeiro Governo com uma orientação política europeia e começa o aperto do cinto, como normalmete é denominada pelos portugueses a política de controlo das finanças do Estado.
Daí até agora temos vivido uma democracia frágil que ainda não conseguiu garantir uma justiça forte, independente e credível, uma estabilização do ensino e uma economia suficientemente geradora de riqueza para viver-mos sem uma permanente ameaça dos credores.
Esta República tem muito para dar e temos todos de trabalhar para isso, mas até agora não há muito para festejar. Vamos por isso assistir a discursos inflamados sobre virtudes imaginadas e irreais. A não ser que alguém tenha o arrojo de fazer uma análise rigorosa e culta e de mostrar os caminhos para percorrer num futuro que nos leve a ter razões para comemorar o 2ª Centenário da República.
Vamos comemorar o primeiro centenário da República Portuguesa. Não queria estar na pele dos políticos que têm que fazer discursos sobre o assunto.
A verdade é que não há muito para comemorar.
A República Portuguesa foi proclamada a 5 de Outubro de 1910. Daí até 1926 decorre o período a que se chama normalmente a 1ª República. Foi um período tumultuoso da vida portuguesa, com a primeira guerra pelo meio, em que a marca foi o empobrecimento e a insegurança. Período, portanto triste.
A seguir o exército tomou o poder em 1926 e em 1928 Salazar foi nomeado Ministro das Finanças. Logo em 1932 foi nomeado Presidente do Conselho de Ministros. Até 25 de Abril de 1974 segue-se um período de forte limitação da liberdade e de ruralização da mentalidade portuguesa. Será que é este período que querem comemorar?
Depois vem com o 25 de Abril o período revolucionário em curso com a descolonização e uma forte perturbação da vida dos portugueses. É um período em que tudo é posto em causa. Também não é altura que se possa comemorar.
Em 1977 temos o primeiro Governo com uma orientação política europeia e começa o aperto do cinto, como normalmete é denominada pelos portugueses a política de controlo das finanças do Estado.
Daí até agora temos vivido uma democracia frágil que ainda não conseguiu garantir uma justiça forte, independente e credível, uma estabilização do ensino e uma economia suficientemente geradora de riqueza para viver-mos sem uma permanente ameaça dos credores.
Esta República tem muito para dar e temos todos de trabalhar para isso, mas até agora não há muito para festejar. Vamos por isso assistir a discursos inflamados sobre virtudes imaginadas e irreais. A não ser que alguém tenha o arrojo de fazer uma análise rigorosa e culta e de mostrar os caminhos para percorrer num futuro que nos leve a ter razões para comemorar o 2ª Centenário da República.
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
Low Cost
Vou quebrar a tradição e falar sobre aviação. Mas vai ser excepção sem regra.
Recebi um e-mail para aderir a um pedido ao Governo para promover low cost para os Açores.
Qualquer companhia de qualquer país europeu pode fazer voos low cost para os Açores sendo apenas para isso necessário um procedimento normal junto das autoridades aeronáuticas.
Assim sendo, pedir ao Governo deve querer dizer que se pede ao Governo que paga à empresa o que ela achar conveniente para fazer os ditos voos. Ora parece-me que os voos low cost são uma manifestação do cruel e livre capitalismo, cuja lógica de esmagar custos e de operar em regras de eficiência máxima não se coadunam com negócios cujas regras são ditadas por governos e, muito menos ainda com pressões políticas como esta que agora se vê.
Na minha opinião pedir voos low cost é a melhor e mais eficaz forma de não os ter.
A melhor forma seria mostrar que as companhias que operam actualmente têm imensos lucros.
Low cost é do mundo dos lucros e dos investimentos e não dos pedidos políticos.
As companhias low cost cancelam voos quando lhes apetece e não há jornalista que lhes meta medo.
Para ter low cost é preciso ter muitos passageiros para diluir o custo fixo da escala e a tornar em "low cost".
Não se trata de voo subsidiado.
Aqui o verdadeiro instrumento de política acaba por ser a SATA Internacional que, enquanto for uma empresa dos Açores pode olhar menos para o lucro e mais para o desenvolvimento dos Açores, como julgo que faz.
Quanto aos vôos entre os Açores e o Continente, sujeitos a regras de serviço público para passageiros e carga, a questão é outra. Uma companhia qualquer poderá aceder aos concursos públicos e depois fazer promoções e baixar os preços.
Duvido que com os custos dos aeroportos da ANA e com o número de passageiros existente alguma companhia considere que tem condições de trabalhar com custos baixos e flexíveis.
O melhor mesmo é concentrarmo-nos nos turistas que têm dinheiro para viajar e deixar os que não têm fazer campismo num sitio mais perto de casa.
Quanto a nós vamos juntar dinheiro pois de facto não é fácil viajar com o nível de salários que temos.
Não somos ricos mas já fomos muito mais pobres.
Por tudo isso acho que aquele e-mail não serve senão para chatear...
Recebi um e-mail para aderir a um pedido ao Governo para promover low cost para os Açores.
Qualquer companhia de qualquer país europeu pode fazer voos low cost para os Açores sendo apenas para isso necessário um procedimento normal junto das autoridades aeronáuticas.
Assim sendo, pedir ao Governo deve querer dizer que se pede ao Governo que paga à empresa o que ela achar conveniente para fazer os ditos voos. Ora parece-me que os voos low cost são uma manifestação do cruel e livre capitalismo, cuja lógica de esmagar custos e de operar em regras de eficiência máxima não se coadunam com negócios cujas regras são ditadas por governos e, muito menos ainda com pressões políticas como esta que agora se vê.
Na minha opinião pedir voos low cost é a melhor e mais eficaz forma de não os ter.
A melhor forma seria mostrar que as companhias que operam actualmente têm imensos lucros.
Low cost é do mundo dos lucros e dos investimentos e não dos pedidos políticos.
As companhias low cost cancelam voos quando lhes apetece e não há jornalista que lhes meta medo.
Para ter low cost é preciso ter muitos passageiros para diluir o custo fixo da escala e a tornar em "low cost".
Não se trata de voo subsidiado.
Aqui o verdadeiro instrumento de política acaba por ser a SATA Internacional que, enquanto for uma empresa dos Açores pode olhar menos para o lucro e mais para o desenvolvimento dos Açores, como julgo que faz.
Quanto aos vôos entre os Açores e o Continente, sujeitos a regras de serviço público para passageiros e carga, a questão é outra. Uma companhia qualquer poderá aceder aos concursos públicos e depois fazer promoções e baixar os preços.
Duvido que com os custos dos aeroportos da ANA e com o número de passageiros existente alguma companhia considere que tem condições de trabalhar com custos baixos e flexíveis.
O melhor mesmo é concentrarmo-nos nos turistas que têm dinheiro para viajar e deixar os que não têm fazer campismo num sitio mais perto de casa.
Quanto a nós vamos juntar dinheiro pois de facto não é fácil viajar com o nível de salários que temos.
Não somos ricos mas já fomos muito mais pobres.
Por tudo isso acho que aquele e-mail não serve senão para chatear...
domingo, 3 de janeiro de 2010
Mensagem
As mensagens do Presidente da Republica são sempre importantes. São fortemente reveladoras do clima sócio-económico e da conjuntura.
A mensagem que ouvimos recentemente foi muito significativa. Chamou à atenção para a terrível situação em que se encontra Portugal sem que a população dê sinais de estar preocupada com algo que esteja para alem do umbigo.
Era muito bom que as forças sociais, das quais se destacam os sindicatos e as associações patronais, e os Partidos políticos dessem ouvidos e pusessem em prática as recomendações do senhor Presidente da Republica.
É reconfortante verificar que as nossas preocupações são partilhadas com o mais alto responsável pela nação.
Se pensar-mos a longo prazo e fizer-mos as coisas certas conseguimos dar a volta a esta situação.
Se continuar-mos todos em luta uns com os outros, vamos lamentar a falta de visão.
A mensagem que ouvimos recentemente foi muito significativa. Chamou à atenção para a terrível situação em que se encontra Portugal sem que a população dê sinais de estar preocupada com algo que esteja para alem do umbigo.
Era muito bom que as forças sociais, das quais se destacam os sindicatos e as associações patronais, e os Partidos políticos dessem ouvidos e pusessem em prática as recomendações do senhor Presidente da Republica.
É reconfortante verificar que as nossas preocupações são partilhadas com o mais alto responsável pela nação.
Se pensar-mos a longo prazo e fizer-mos as coisas certas conseguimos dar a volta a esta situação.
Se continuar-mos todos em luta uns com os outros, vamos lamentar a falta de visão.
sexta-feira, 1 de janeiro de 2010
Produtividade
Os empresários têm um desafio neste ano muito importante - aumentar a produtividade.
Para isso têm que analisar o grau de organização das suas empresas e a capacidade de operar transformações.
Sejamos realistas. Não vale a pena fazer pequenas transformações. A inércia fará com que sejam rapidamente absorvidas.
Interessa fazer transformações radicais. Isso sim (e falo com experiência) muda mesmo as coisas e produz novas forças e motivações que são criadoras de valor e de ganhos efectivos de produtividade.
Ganhar produtividade é vital para vencer no mercado. Fazer face à concorrência exige uma posição concorrencial assente em vantagens sustentadas e essas têm por base uma grande produtividade.
Reinventar a nossa posição no mercado. Reavaliar os nossos investimentos e reconduzi-los em direcção a ganhos de produtividade. Raramente cair na tentação de investir em edifícios e outras aplicações que apenas trazem redução de liquidez ao activo.
Investir em tecnologia e organização (que é um ponto fraco habitual).
Só com ganhos de produtividade é que as nossas empresas podem olhar para o mundo e ver o seu mercado, que não é necessariamente só a ilha ou o arquipélago.
O crescimento pela densificação dos mercados só se faz crescendo para fora com base em controlo da produtividade.
Espero que as empresas se revolucionem este ano de 2010 com base nos seus recursos e sem pedir nada a ninguém, como é normal no sector privado de países industrializados.
Vamos ao trabalho.
Para isso têm que analisar o grau de organização das suas empresas e a capacidade de operar transformações.
Sejamos realistas. Não vale a pena fazer pequenas transformações. A inércia fará com que sejam rapidamente absorvidas.
Interessa fazer transformações radicais. Isso sim (e falo com experiência) muda mesmo as coisas e produz novas forças e motivações que são criadoras de valor e de ganhos efectivos de produtividade.
Ganhar produtividade é vital para vencer no mercado. Fazer face à concorrência exige uma posição concorrencial assente em vantagens sustentadas e essas têm por base uma grande produtividade.
Reinventar a nossa posição no mercado. Reavaliar os nossos investimentos e reconduzi-los em direcção a ganhos de produtividade. Raramente cair na tentação de investir em edifícios e outras aplicações que apenas trazem redução de liquidez ao activo.
Investir em tecnologia e organização (que é um ponto fraco habitual).
Só com ganhos de produtividade é que as nossas empresas podem olhar para o mundo e ver o seu mercado, que não é necessariamente só a ilha ou o arquipélago.
O crescimento pela densificação dos mercados só se faz crescendo para fora com base em controlo da produtividade.
Espero que as empresas se revolucionem este ano de 2010 com base nos seus recursos e sem pedir nada a ninguém, como é normal no sector privado de países industrializados.
Vamos ao trabalho.
Álcool
A passagem de ano é sempre um momento de grandes festejos em que todos se preparam para estarem à altura dos acontecimentos.
Não posso compreender que seja quase obrigatório o excesso de álcool nestes momentos.
Não percebo porque razão tem que haver tão fácil aceitação social a embriagues geral.
Será normal estar fora de si para se poder festejar?
Será que depois os comportamentos indescritíveis são desculpados porque se estava embriagado e porque era dia de festa?
E que festa é essa?
Uma sociedade que considera normal este comportamento está em crise. É necessário educar e dar exemplo. Manter o clima de festa com moderação alcoólica parece um comportamento de bom senso.
Se a sociedade não considera o excesso de álcool um comportamento desviante não há campanha que tenha efeito.
Conheço muitos alcoólicos que apenas começaram a consumir com moderação e acabam a fazer tratamento, ou pior do que isso, não assumem que são alcoólicos e andam a tremer e com permanente falha de capacidade intelectual.
Acho que todos conhecemos pessoas que vegetam nos seus empregos sem fazer grande coisa a não ser ir em intervalos regulares tomar um café inevitavelmente acompanhado com álcool e voltar com cara de santo sem sequer perceber que o hálito de um alcoólico não precisa de legenda.
É necessário ter uma atitude diferente relativamente ao excesso de álcool.
Não posso compreender que seja quase obrigatório o excesso de álcool nestes momentos.
Não percebo porque razão tem que haver tão fácil aceitação social a embriagues geral.
Será normal estar fora de si para se poder festejar?
Será que depois os comportamentos indescritíveis são desculpados porque se estava embriagado e porque era dia de festa?
E que festa é essa?
Uma sociedade que considera normal este comportamento está em crise. É necessário educar e dar exemplo. Manter o clima de festa com moderação alcoólica parece um comportamento de bom senso.
Se a sociedade não considera o excesso de álcool um comportamento desviante não há campanha que tenha efeito.
Conheço muitos alcoólicos que apenas começaram a consumir com moderação e acabam a fazer tratamento, ou pior do que isso, não assumem que são alcoólicos e andam a tremer e com permanente falha de capacidade intelectual.
Acho que todos conhecemos pessoas que vegetam nos seus empregos sem fazer grande coisa a não ser ir em intervalos regulares tomar um café inevitavelmente acompanhado com álcool e voltar com cara de santo sem sequer perceber que o hálito de um alcoólico não precisa de legenda.
É necessário ter uma atitude diferente relativamente ao excesso de álcool.
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