Pedir perdão é uma atitude muito cristã. É um pedido que se faz para redimir um pecado. A Igreja tem mostrado uma face de terrível desajuste dos tempos em que vivemos. Tem reagido mal a denuncias de abusos, com declarações de eminentes figuras da Igreja que mais parece que não estão no seu perfeito juízo.
Pedir perdão pelos pecados cometidos não é coisa que se faça quando se pratica um crime. Ou seja, até se pode pedir perdão e Deus pode perdoar, mas os crimes são julgados pela justiça dos homens, como é evidente.
O que se pretendia ouvir da Igreja era outro discurso. Por exemplo, pedir perdão mas dar instruções para não ocultar com mudanças de paróquia e estratagemas do género os crimes de abuso cometidos por padres.
Claro que não se pode perdoar a uma instituição que convive com o crime e oculta provas à justiça.
A autoridade da Igreja está muito abalada porque hoje se sabe que a instituição tem um comportamento que não é aceitável e só não foi ainda fortemente punida porque ainda goza de um respeito muito grande. Ninguém quer ser contra a Igreja. Espero que a Igreja deixe de ser contra nós.
sábado, 3 de abril de 2010
terça-feira, 30 de março de 2010
Um dia muito especial
Hoje é um dia muito especial.
Uma experiência realizada no CERN fez colidir dois feixes de protões a uma enorme velocidade gerando uma concentração de massa muito elevada, ou melhor, a mais elevada obtida pelo homem desde sempre.
Desta concentração pode dar elementos que permitam esclarecer muitas matérias, nomeadamente relacionadas com o acontecimento dos acontecimentos que ocorreu à 13,7 mil milhões de anos - a formação do Universo.
Além do surgimento de partículas desconhecidas pode também surgir alguma luz sobre o bosão de Higgs, o que seria deveras interessante.
O acontecimento não traz mais do que a esperança que nos próximos meses surjam os resultados das centenas de medições efectuadas que serão estudadas para se extrair conclusões.
A seguir nos próximos tempos alguns físicos portugueses que acompanham estes assuntos e fazem o grande favor de escrever sobre eles para leigos como eu.
Uma experiência realizada no CERN fez colidir dois feixes de protões a uma enorme velocidade gerando uma concentração de massa muito elevada, ou melhor, a mais elevada obtida pelo homem desde sempre.
Desta concentração pode dar elementos que permitam esclarecer muitas matérias, nomeadamente relacionadas com o acontecimento dos acontecimentos que ocorreu à 13,7 mil milhões de anos - a formação do Universo.
Além do surgimento de partículas desconhecidas pode também surgir alguma luz sobre o bosão de Higgs, o que seria deveras interessante.
O acontecimento não traz mais do que a esperança que nos próximos meses surjam os resultados das centenas de medições efectuadas que serão estudadas para se extrair conclusões.
A seguir nos próximos tempos alguns físicos portugueses que acompanham estes assuntos e fazem o grande favor de escrever sobre eles para leigos como eu.
segunda-feira, 29 de março de 2010
Avaliação precisa-se!
Calculem que têm um filho no 10º ano e que, embora sempre tenha sido bom aluno de repente apanha 5 em matemática.
Imaginem que o respectivo professor é muito conceituado e nunca avisou os pais de coisa alguma. Considera portanto normal.
Como pais preocupados perguntam se isto aconteceu a mais alunos e a conclusão é que a turma inteira teve uma razia.
É evidente que o professor está com um problema qualquer e não está a ter um desempenho adequado.
Pensam que o grupo de matemática, o conselho pedagógico, directivo ou outra qualquer estrutura de professores se ocupa destes assuntos. A resposta é não. A Escola está-se marimbando.
Sabem o que acontece se fazemos uma participação à inspecção escolar? Nada. Se o professor está em fim de carreira e já com processo em Tribunal reforma-se e ainda tem direito a festa.
Quanto ao aluno fica destruído e desprotegido.
Isto é o que se passa e é revoltante.
É pena que o ensino esteja assim porque sem avaliação estes professores incompetentes, loucos ou o que seja dominam a cena sem problemas.
Venha a avaliação depressa.
Antes que seja tarde.
Imaginem que o respectivo professor é muito conceituado e nunca avisou os pais de coisa alguma. Considera portanto normal.
Como pais preocupados perguntam se isto aconteceu a mais alunos e a conclusão é que a turma inteira teve uma razia.
É evidente que o professor está com um problema qualquer e não está a ter um desempenho adequado.
Pensam que o grupo de matemática, o conselho pedagógico, directivo ou outra qualquer estrutura de professores se ocupa destes assuntos. A resposta é não. A Escola está-se marimbando.
Sabem o que acontece se fazemos uma participação à inspecção escolar? Nada. Se o professor está em fim de carreira e já com processo em Tribunal reforma-se e ainda tem direito a festa.
Quanto ao aluno fica destruído e desprotegido.
Isto é o que se passa e é revoltante.
É pena que o ensino esteja assim porque sem avaliação estes professores incompetentes, loucos ou o que seja dominam a cena sem problemas.
Venha a avaliação depressa.
Antes que seja tarde.
Saúde oral
Tenho estado a observar ultimamente que diversas pessoas têm uma péssima saúde oral. Comecei a reparar nisso porque o mau hálito de certas pessoas me incomoda seriamente.
Mas aprofundando este reparo observo que diversas personalidades que aparecem na televisão, enfim, figuras públicas, têm os dentes num estado péssimo.
Antes de mais não é minimamente estético, nem sequer sexy, mas o que me preocupa é a razão por que tal fenómeno acontece.
Será o tipo de alimentação? A higiene (ou falta dela) oral? Falta de dinheiro para consultar um especialista?
Não sei qual é a razão, mas este é um problema que não atinge só os mais desfavorecidos.
Estranho, não é?
Mas aprofundando este reparo observo que diversas personalidades que aparecem na televisão, enfim, figuras públicas, têm os dentes num estado péssimo.
Antes de mais não é minimamente estético, nem sequer sexy, mas o que me preocupa é a razão por que tal fenómeno acontece.
Será o tipo de alimentação? A higiene (ou falta dela) oral? Falta de dinheiro para consultar um especialista?
Não sei qual é a razão, mas este é um problema que não atinge só os mais desfavorecidos.
Estranho, não é?
domingo, 28 de março de 2010
Cidadania
Observando as estatísticas sobre as habilitações e conhecendo as pessoas em causa facilmente compreendemos que a falta de habilitações é um problema grave do nosso país, fazendo com que as possibilidades de progresso económico e social fiquem francamente debilitadas.
A verdade é que há uma reprodução de pobreza cultural que transforma seres humanos potencialmente capazes em seres dependentes que vivem do que podem obter da sociedade sem para ela contribuir.
As teses sociais que são hoje dominantes têm facilitado a vida a essas pessoas uma vez que a subsistência (e muito mais) está garantida e não têm, em boa verdade, de fazer uma avaliação do rumo que dão às suas vidas.
A educação dada por pessoas que vivem à margem das regras sociais reproduzem pessoas iletradas sem regras nem noção de cidadania.
Suponho que se todos os que não atingem o 9º ano de escolaridade até aos 18 anos fossem obrigatoriamente incorporados num serviço militar com a missão de lhes dar uma qualificação profissional e regras de conduta de cidadania, o incentivo para o não abandono do sistema escolar era maior e o respeito pela colectividade saía fortemente reforçado.
Não estou absolutamente certo que se possa ou deva implementar um sistema destes mas já no que respeita aos resultados não tenho dúvida alguma que seriam muito interessantes.
A verdade é que há uma reprodução de pobreza cultural que transforma seres humanos potencialmente capazes em seres dependentes que vivem do que podem obter da sociedade sem para ela contribuir.
As teses sociais que são hoje dominantes têm facilitado a vida a essas pessoas uma vez que a subsistência (e muito mais) está garantida e não têm, em boa verdade, de fazer uma avaliação do rumo que dão às suas vidas.
A educação dada por pessoas que vivem à margem das regras sociais reproduzem pessoas iletradas sem regras nem noção de cidadania.
Suponho que se todos os que não atingem o 9º ano de escolaridade até aos 18 anos fossem obrigatoriamente incorporados num serviço militar com a missão de lhes dar uma qualificação profissional e regras de conduta de cidadania, o incentivo para o não abandono do sistema escolar era maior e o respeito pela colectividade saía fortemente reforçado.
Não estou absolutamente certo que se possa ou deva implementar um sistema destes mas já no que respeita aos resultados não tenho dúvida alguma que seriam muito interessantes.
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
Teremos futuro?
Parece que teremos o que quiser-mos. Se fizer-mos o que se deve fazer claro que teremos futuro. Mas parece que será negro se continuar-mos à espera que os problemas se resolvam sozinhos.
O grau de conflitualidade está perigosamente elevado. O discurso deixou de ser sobre o Estado e passou a concentrar-se em coisas que, pelo menos a mim não dizem respeito.
Vejamos o quadro:
O OE (Orçamento de Estado) totaliza 153.505.598.484 euros.Destes 95.706.271.001 euros estão na rubrica "Gestão da Dívida e da Tesouraria Pública".
Ou seja, quando falamos de OE estamos essencialmente a falar de 55 mil milhões de euros que é o que não resulta automaticamente da dívida. Destes, 10.863.538.045 euros são salários e 27.476.985.294 euros são transferências correntes.
A primeira conclusão é que se reduzir-mos a dívida ganhamos espaço orçamental.
Mas o que se tem feito é, de vez em quando vendemos umas coisas (GALP, Banca,...) e surge o tal espaço orçamental.
Mas como se continua a fazer orçamentos deficitários a divida cresce e em 10 anos temos de novo o nó na garganta.
O que desta vez há que fazer parece simples. Tornar a solução irrepetível.
Preparar novo plano com regularização da dívida com vendas de património (e lá se vai a Caixa Geral de Depósitos)e, antes de o aprovar, negociar uma norma constitucional que proíba os Governos de gerar défices orçamentais, sob pena de perda automática de mandato.
Assim a discussão que se evita sempre sobre as funções do Estado e o que deve ser reduzido ou melhorado será obrigatória.
Mobilizar o país para uma solução concreta parece-me mais fácil do que dizer que estamos muito bem, mas os salários é que não podem ser aumentados aos que auferem salários normais, enquanto prémios milionários continuam a ser pagos.
A verdade é que uma sociedade mais justa é sem sombra de dúvida melhor.
Trabalhar para o futuro é acreditar que somos capazes de mudar.
Será que esta geração que está no poder é capaz?
O grau de conflitualidade está perigosamente elevado. O discurso deixou de ser sobre o Estado e passou a concentrar-se em coisas que, pelo menos a mim não dizem respeito.
Vejamos o quadro:
O OE (Orçamento de Estado) totaliza 153.505.598.484 euros.Destes 95.706.271.001 euros estão na rubrica "Gestão da Dívida e da Tesouraria Pública".
Ou seja, quando falamos de OE estamos essencialmente a falar de 55 mil milhões de euros que é o que não resulta automaticamente da dívida. Destes, 10.863.538.045 euros são salários e 27.476.985.294 euros são transferências correntes.
A primeira conclusão é que se reduzir-mos a dívida ganhamos espaço orçamental.
Mas o que se tem feito é, de vez em quando vendemos umas coisas (GALP, Banca,...) e surge o tal espaço orçamental.
Mas como se continua a fazer orçamentos deficitários a divida cresce e em 10 anos temos de novo o nó na garganta.
O que desta vez há que fazer parece simples. Tornar a solução irrepetível.
Preparar novo plano com regularização da dívida com vendas de património (e lá se vai a Caixa Geral de Depósitos)e, antes de o aprovar, negociar uma norma constitucional que proíba os Governos de gerar défices orçamentais, sob pena de perda automática de mandato.
Assim a discussão que se evita sempre sobre as funções do Estado e o que deve ser reduzido ou melhorado será obrigatória.
Mobilizar o país para uma solução concreta parece-me mais fácil do que dizer que estamos muito bem, mas os salários é que não podem ser aumentados aos que auferem salários normais, enquanto prémios milionários continuam a ser pagos.
A verdade é que uma sociedade mais justa é sem sombra de dúvida melhor.
Trabalhar para o futuro é acreditar que somos capazes de mudar.
Será que esta geração que está no poder é capaz?
Imigrantes
É natural que os países tenham políticas para atrair capital financeiro e humano.
Para o financeiro procuram-se bons investidores, principalmente aqueles que fortalecem o nosso perfil exportador.
No que respeita ao capital humano procuramos indivíduos com altas qualificações, capazes de trazer mais valia intelectual.
Alguma confusão neste último objectivo tem vindo a tornar habitual artigos de opinião a defender a legalização de emigrantes que não obedecem às condições estipuladas para o efeito. Ou pior, a comparar imigrantes ilegais com problemas de justiça com os repatriados dos EUA para os Açores, mas que entretanto não nasceram cá nem têm cá qualquer familia e muitas vezes nem falam português.
As comparações ficam sempre com quem as faz e mostra o rigor com que estes assuntos são tratados.
Quanto ao que devia acontecer é muito simples. Cumpra-se com a lei e repatriem-se os ilegais sem condições de legalização e, mais rápido ainda os que mostram problemas com a justiça. É que antes dos direitos vêm os deveres e quem não compreende isso não vai compreender nunca.
Quanto àos imigrantes com um perfil muito baixo de habilitações é de todo evitavel nos Açores. Temos, ao que parece, um terço das familias açorianas com apoios ao nível do rendimento de inserção que constituem mão de obra disponível para o mundo do trabalho, a forma mais dignificante de viver em sociedade.
O que há que fazer é aproximá-los do trabalho e mostrar-lhes como uma vida de trabalho pode ser compensadora.
Para o financeiro procuram-se bons investidores, principalmente aqueles que fortalecem o nosso perfil exportador.
No que respeita ao capital humano procuramos indivíduos com altas qualificações, capazes de trazer mais valia intelectual.
Alguma confusão neste último objectivo tem vindo a tornar habitual artigos de opinião a defender a legalização de emigrantes que não obedecem às condições estipuladas para o efeito. Ou pior, a comparar imigrantes ilegais com problemas de justiça com os repatriados dos EUA para os Açores, mas que entretanto não nasceram cá nem têm cá qualquer familia e muitas vezes nem falam português.
As comparações ficam sempre com quem as faz e mostra o rigor com que estes assuntos são tratados.
Quanto ao que devia acontecer é muito simples. Cumpra-se com a lei e repatriem-se os ilegais sem condições de legalização e, mais rápido ainda os que mostram problemas com a justiça. É que antes dos direitos vêm os deveres e quem não compreende isso não vai compreender nunca.
Quanto àos imigrantes com um perfil muito baixo de habilitações é de todo evitavel nos Açores. Temos, ao que parece, um terço das familias açorianas com apoios ao nível do rendimento de inserção que constituem mão de obra disponível para o mundo do trabalho, a forma mais dignificante de viver em sociedade.
O que há que fazer é aproximá-los do trabalho e mostrar-lhes como uma vida de trabalho pode ser compensadora.
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